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A Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) prevê R$ 13 bilhões em investimentos entre 2026 e 2031, com recursos destinados à expansão da capacidade produtiva, ao desenvolvimento de novos materiais e aplicações e a projetos de tecnologia, inovação e infraestrutura. As informações foram publicadas nesta sexta-feira (18) pelo Diário do Comércio.
O plano inclui a ampliação e modernização das instalações industriais da CBMM. Segundo informações da companhia divulgadas pelo jornal, somente em 2026 foram investidos R$ 2 bilhões no complexo industrial de Araxá (MG), incluindo novas linhas e plantas e a aquisição e modernização de equipamentos.
Entre os projetos em andamento estão linhas voltadas à produção de óxidos de nióbio para aplicações de maior valor agregado. De acordo com a CBMM, conforme publicado pelo jornal, esses materiais podem ser empregados em áreas como eletrificação, baterias, componentes ópticos e eletrônicos e tecnologias relacionadas a data centers destinados à inteligência artificial.
A expansão ocorre em meio à estratégia da companhia de ampliar o mercado para o nióbio, tanto na siderurgia quanto em novas aplicações. Em 2025, a CBMM superou 100 mil toneladas de ferronióbio equivalente produzidas e comercializadas, crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior, segundo os dados apresentados na reportagem.
Atualmente, a empresa possui capacidade instalada para produzir 150 mil toneladas de ferronióbio equivalente por ano. O volume supera a demanda global de 133 mil toneladas registrada em 2025. Segundo a CBMM, essa capacidade acima da demanda faz parte da estratégia de realizar investimentos antecipadamente para assegurar o fornecimento e acompanhar a expansão do mercado.
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O ciclo de investimentos também está associado à ampliação do quadro de trabalhadores no complexo de Araxá. A CBMM já ultrapassou 2 mil colaboradores diretos, enquanto empresas parceiras mantêm aproximadamente 4,5 mil profissionais no complexo e cerca de 400 vagas abertas.
Além da expansão das aplicações do nióbio em setores como mobilidade, infraestrutura, energia e tecnologia, a companhia acompanha o desenvolvimento do mercado de terras-raras. Segundo a CBMM, há parcerias com instituições brasileiras para pesquisas e estudos sobre possíveis rotas tecnológicas para o aproveitamento desses recursos no Alto Paranaíba.
A empresa, porém, não possui atualmente operação de terras-raras. De acordo com informações da CBMM reproduzidas pelo Diário do Comércio, os estudos realizados até agora não indicaram viabilidade econômica para uma operação em escala industrial em Araxá, principalmente devido aos investimentos necessários para o tratamento dos rejeitos em relação ao valor de mercado dos elementos presentes no minério.
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